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10 LIVROS QUE
VENDERAM MUITO!

Por Eric Pereira

Hoje, resolvi fazer uma lista de 10 livros que vendem muito, que possuem boas críticas e que podem te interessar.

Claro que tem sempre a ideia do “estilo”, gosto mais disso e menos daquilo, mas se deseja ser um bom escritor, recomendo que diversifique, para treinar seus olhos, sua escrita, a sua forma de ver o mundo.

É o que tenho feitos nos últimos anos.

1. O DESPERAR DE TUDO – UMA NOVA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, David Graeber e David Wengrow

O livro lança um novo olhar sobre a história da humanidade, trazendo aspectos pouco conhecidos para traçar uma linha do tempo histórica desde o surgimento da agricultura até os dias contemporâneos. Assim, trata de assuntos como a desigualdades, democracia, liberdade e escravidão.
Pouco tempo depois de publicada, a obra já se tornou um sucesso de vendas e vem recebendo elogios da crítica especializada.
2. QUANDO DEIXAMOS DE ENTENDER O MUNDO, Benjamín Labatut

Cada uma das histórias é sobre pessoas que revolucionaram a ciência e a humanidade com suas descobertas, como por exemplo Einstein e Schrödinger. Usando fatos biográficos desses pensadores e aliando à narrativas ficcionais, Benjamín cria universos cheios de tramas e relações entre a vida particular e o trabalho científico.

3. O DILEMA DO PORCO-ESPINHO, Leandro Karnal

A obra não enfoca apenas na solidão literal – no estar sozinho propriamente dito – mas também na sensação de solidão que persiste mesmo quando estamos acompanhados.
Em O dilema do porco espinho, de 2018, vemos um apanhado de ensinamentos recolhidos de diversos filósofos e pensadores – retirados inclusive da própria Bíblia – e nos perguntamos: por que nos sentimos sozinhos? A solidão é necessariamente má? Como podemos processá-la de modo saudável?
A explicação do título do livro pode ser encontrada já nas primeiras páginas e é um mote que guiará toda a narrativa:

Somos uma espécie de porco-espinho, pensava o filósofo Arthur Schopenhauer. Por quê? O frio do inverno (ou da solidão) nos castiga. Para buscar o calor do corpo alheio, ficamos próximos dos outros. Efeito inevitável do movimento: os espinhos nos perfuram e causam dor (e os nossos a eles). O incômodo nos afasta. Ficamos isolados novamente. O frio aumenta, e tentamos voltar ao convívio com o mesmo resultado.
A metáfora do filósofo alemão trata do dilema do humano: solitários, somos livres, porém passamos frio. A dois ou em grupo as diferenças causam dores.

4. FELICIDADE CLANDESTINA, Clarice Lispector

A reunião de contos intitulada Felicidade clandestina não é nova – na verdade foi lançada em 1971 -, mas merece ser lembrada aqui devido a sua beleza e profundidade.
A obra reúne 25 textos curtos e tem como tema o amor, a família, a solidão, a estranheza, as angústias existenciais e o descompasso com mundo.
A escrita – muitas vezes composta em estilo fluxo de consciência e com um traço autobiográfico – deixa ver a marca da autora Clarice Lispector.
Com a sua sensibilidade ímpar lemos, por exemplo, o conto Amor, narrado em terceira pessoa, que traz como protagonista Ana, uma mulher comum: mãe, esposa, dona de casa, com um cotidiano simples.
Um belo dia, andando de bonde, Ana vê um cego mascando chiclete. Dessa imagem surge um profundo questionamento existencial que a inquieta e a faz considerar todos os aspectos da sua vida pessoal. Amor é uma pequena obra-prima de Clarice Lispector.
Indicamos a leitura de Felicidade clandestina a espera que você se delicie com pérolas como os contos O ovo e a galinha, Menino a bico de pena e Restos do carnaval.

5. CAIM, José Saramago

Um dos livros mais bem humorados do premiado José Saramago é o breve romance Caim, de 2009. Laureado com o Nobel, Saramago aqui se debruça sobre um episódio específico da Biblía.
Apesar de ter sido criado em um contexto português católico e conservador, Saramago olha para a religião de maneira questionadora e reconta história de Caim, que ouviu tantas vezes, provocando uma nova leitura.

Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a Adão e Eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta

Se para muitos fiéis o romance de Saramago pode ser considerado uma heresia, para o leitor não religioso as páginas garantem uma leitura bem humorada, irônica e por vezes até debochada.

6. RÁPIDO E DEVAGAR: DUAS FORMAS DE PENSAR, Daniel Kahneman
O livro foi escrito por ninguém menos do que um vencedor do prêmio Nobel de economia: Daniel Kahneman. Nele, o autor prestigiado aborda uma premissa que é cada vez mais exigida em nossa sociedade: saber como trabalhar duas formas de pensar:
uma rápida, intuitiva e emocional e, ao mesmo tempo, precisa; outra devagar, lógica e ponderada e igualmente precisa.

Nós trabalhamos com esse tipo de pensamento todos os dias, sabia? Por exemplo, muitas questões nossas do cotidiano já são intuitivas e rápidas, de modo que não precisamos pensar muito sobre elas. Você sabe, de forma praticamente automática, que precisa beber água quando tem sede, ou, então, quanto é o resultado da soma de “2 + 2”. Isso já foi interiorizado, logo, não é preciso pensar tanto.

No entanto, se surgir um desafio lógico, você precisará considerar uma série de raciocínios para resolver a questão. Ou, ainda, se estivermos falando de dilemas éticos, será necessário pesar prós e contras, benefícios e prejuízos, questões de princípios, entre outras importantes para tomar melhores decisões.
Ou seja, você viu como esses dois pensamentos ocorrem no dia a dia, na prática, não é mesmo? Mas, muitas vezes, utilizamos formas de pensamento emocionais quando precisávamos ser lógicos e vice-versa.

Pensando nisso que Kahneman escreveu o livro. O intuito foi ajudar a entender melhor como funcionam essas duas formas de pensamento e, principalmente, tornar possível identificar o momento adequado para utilizar cada uma delas e evitar comprometer o seu dia a dia com problemas em razão de equívocos.

7. COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS, Dale Carnegie

Esse é um livro importante para você que tem dificuldades de criar laços e é uma das leituras obrigatórias para quem está em busca de estimular o desenvolvimento pessoal. Ele foi publicado por volta de 1930 e permanece bastante atual, tendo se tornado um clássico.

Afinal, quem nunca teve dificuldades de se relacionar com outras pessoas, não é mesmo? Muitas vezes, essa questão pode ser contornada com medidas simples, principalmente, entendendo como elas começam a desenvolver afeto em relação a outras.

Com técnicas fáceis de serem aplicadas, é possível criar maior afetividade para com aqueles que estão ao seu redor e não só fazer mais amizades, mas também garantir um melhor convívio com os seus familiares. O autor também traz as principais informações sobre as razões que levam os indivíduos a desenvolverem afinidades e também aborda como é possível conseguir contornar eventuais divergências, influenciando os demais para que possam mudar a própria perspectiva a seu favor.

Isso pode ajudar também caso você queira buscar formas de alcançar cargos de liderança. Afinal, saber como influenciar as pessoas ao seu redor é fundamental para conseguir ter melhores resultados e potencializar a sua carreira.

8. O PODER DO AGORA, Eckhart Tolle

Quantas vezes estamos tão focados no futuro ou no passado e não estamos no momento presente de fato? Provavelmente a sua mente está flutuando em muitos pensamentos, passando de um para o outro, e tirando seu foco do que realmente está acontecendo agora.
Isso causa muito desgaste ao longo do dia e tira você dos momentos vivenciados, não é mesmo? O livro de Eckhart Tolle mostra o poder de manter-se no presente e, assim, cessar a atividade mental por um tempo.

Para isso, é importante que você vivencie as suas experiências também utilizando todos os sentidos e não só a sua mente. Assim, ela para de ter um espaço tão central no seu dia a dia e você consegue vivenciar o que acontece por inteiro.
Uma das formas para tornar isso concreto seria, por exemplo, observar as suas emoções como uma terceira pessoa. Assim, em vez de se manter focado nas suas questões e nos pensamentos, eles simplesmente flutuariam e iriam embora.

Isso ajuda também a minimizar o impacto de emoções negativas. Esse é um ponto importante, por exemplo, para pessoas que estejam vivenciando um luto doloroso e estejam imersas em sentimentos de culpa e dor, de modo que os pensamentos de arrependimento fiquem passando pela cabeça. Ou, ainda, para idosos e pessoas que não saibam lidar bem com o medo da morte e tenham esse pensamento pairando continuamente.

Além disso, o livro mostra como o poder do agora não permite que você se sinta impedido pelo medo de fazer as coisas de que gosta. Mas isso não significa inibi-lo, mas observá-lo como um observador imparcial. Afinal, muitas vezes, o que torna o medo um grande componente paralisante é, justamente, o fato de que não queremos nos sentir feridos.

Quando analisamos as situações de fora, percebemos que esse não é o nosso “eu” verdadeiro e, portanto, não precisamos ter medo de feri-lo. Com isso, reduzimos nossas crenças limitantes e nos permitimos mais.

No entanto, não é só acerca do futuro pensamentos ansiosos, que estamos constantemente brigando, mas também sobre o passado. Muitas vezes, ficamos remoendo ações que aconteceram e focando muito mais o que gostaríamos que tivesse sido diferente em vez de buscar formas de fazer algo distinto de fato. Ou seja, o poder do agora está em justamente viver o presente e não deixar que as emoções o dominem. Isso é fundamental para o desenvolvimento pessoal.

9. MINDSET: A NOVA PSICOLOGIA DOSUCESSO, Carol S. Dweck

E se disséssemos que o responsável pelo seu sucesso é sua mente? Pois é, a nossa atitude mental pode nos levar ao sucesso ou ao fracasso, segundo a autora Carol Dweck. Ou seja, o seu mindset ajudará a governar a sua vida.

Logo, a forma como você tende a responder em situações de dificuldades determinará o caminho pelo qual você percorrerá e que proporcionará sucesso ou impedirá você de alcançar seus objetivos.
Assim, a autora defende que há dois tipos principais de mindset:
fixo, que é aquele que é imutável, rígido, ou seja, a pessoa não se permite ter a possibilidade de mudar. Então, acredita que, por exemplo, uma forma de agir é algo que nasceu com ela e não pode ser alterada. São pessoas que não conseguem lidar bem com o erro e sentem que precisam provar suas capacidades o tempo todo, seja para si, seja para o mundo.

Elas não acreditam que podem desenvolver uma habilidade porque não nasceram com ela e fogem de desafios, pois eles podem gerar fracassos e elas não querem isso; de crescimento, atribuído a pessoas que têm maior flexibilidade. Ou seja, é possível crescer por meio do esforço próprio e aprender coisas novas por meio de estudo e treino. Elas entendem que o fracasso, caso aconteça, pode ser uma forma de aprendizado e, assim, não têm medo de participar de desafios e de arriscar. Ou seja, elas sabem o que é resiliência e como aplicá-la no dia a dia.

 


10. DESPERTE SEU GIGANTE INTERIOR, Tony Robbins

Um dos pontos que nos atrapalham para conseguirmos ter um melhor desenvolvimento pessoal é justamente a dificuldade de nos sentirmos empoderados. Para isso, Tony Robbins escreveu esse livro maravilhoso sobre como despertar o seu gigante interior.
Para que possamos nos empoderar, é preciso também que tenhamos o controle da nossa vida. Segundo o autor, teríamos capacidade de fazer isso em todos os pontos e isso acontece porque, quando decidimos tomar as ações necessárias, é possível ter maior sucesso.

Assim, conforme a obra, a maior parte das pessoas sabe o que devem fazer para conquistar o que querem, mas não se comprometem para isso. Diz Tony que, para despertar o gigante interior, precisamos ter um comprometimento verdadeiro com o nosso posicionamento.
A partir do momento em que nos empoderamos, os fatores externos passam a ter menos influência na nossa vida. E, para isso, precisamos despertar nosso gigante interior.
Segundo ele, nós tomamos decisões por dois fatores motivadores principais:
fugir de dor e sofrimento;
ir em direção ao prazer e ao objeto de desejo.

Para nos mantermos focados e despertar o gigante interior, precisamos, portanto, conseguir amplificar o prazer ou a dor. Ao conseguirmos potencializar isso, é possível mudarmos nosso comportamento e, assim, garantir o engajamento em busca dos nossos objetivos.
Como você pôde ver, os livros de desenvolvimento pessoal são ótimos para nos fazer refletir sobre a vida, o que queremos e para onde queremos ir. Assim, não deixe de lê-los. Temos certeza de que as reflexões vão ajudar a modificar determinados pensamentos limitantes.

Espero que tenha gostado! Pode me contar quais você já leu? Eu já li o número 4,6,7,8, e o numero 10! Coloca nos comentários o que já leu.


Eric Pereira
Editora Aslan

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